Uma landing page pode receber muitos acessos e ainda assim gerar poucos contatos ou vendas. Isso acontece quando a página não deixa claro o que oferece, demora para carregar, dificulta o preenchimento ou não transmite segurança suficiente para o visitante avançar.
Esses problemas costumam aparecer em campanhas de anúncios, páginas de orçamento, ofertas de materiais ricos e lançamentos de produtos. Identificar os principais erros em landing pages ajuda a aproveitar melhor o tráfego que sua empresa já conquistou e a reduzir o desperdício de verba.
1. Criar uma página sem conexão com o anúncio
Um dos erros em landing pages mais comuns é prometer uma coisa no anúncio e entregar outra na página. Se o anúncio fala sobre “consultoria gratuita para lojas virtuais”, mas a landing page apresenta apenas os serviços gerais da agência, o visitante precisa fazer um esforço extra para entender a oferta.
Essa diferença quebra a expectativa e aumenta a chance de abandono. O Google recomenda que a página tenha relação próxima com o anúncio e as palavras-chave, pois essa conexão contribui para a relevância do anúncio e para a experiência da página de destino.
Como corrigir
- Repita na página a principal promessa apresentada no anúncio e mantenha a mesma linguagem do criativo.
- Use o mesmo nome para a oferta, o produto ou o benefício (consistência textual e visual).
- Direcione cada campanha para uma página específica, em vez de usar sempre a home do site.
- Explique logo no início o que a pessoa receberá, para quem a oferta é indicada e qual ação deve realizar.
- Mantenha elementos do anúncio na dobra inicial (título, benefício e botão), sem obrigar a rolagem para entender a oferta.
Por exemplo: um anúncio de “avaliação gratuita de campanhas no Google Ads” deve levar a uma página com esse mesmo foco. Não a uma página institucional com dez serviços diferentes. Imagine uma loja que anuncia “frete grátis no primeiro pedido” e, ao clicar, o visitante vai para um catálogo sem mencionar frete: a taxa de rejeição tende a subir e o custo por lead encarece.
2. Erros em landing pages: exagerar nas informações e nas opções
Uma landing page precisa orientar o visitante para uma ação. Quando reúne muitos menus, links, banners, produtos e chamadas diferentes, ela transforma uma decisão simples em uma pesquisa confusa.
Esse excesso prejudica campanhas de geração de leads. O visitante pode clicar no blog, acessar as redes sociais, conhecer outros serviços e sair antes de preencher o formulário. Mais opções não significam mais conversões; significam mais atrito.
Como corrigir
- Defina uma conversão principal: preencher um formulário, solicitar orçamento, comprar ou agendar uma conversa.
- Remova links que não ajudam a pessoa a tomar essa decisão (especialmente do cabeçalho e rodapé).
- Organize o conteúdo em sequência lógica: problema, solução, benefícios, provas e ação.
- Use uma chamada para ação clara e coerente com o estágio do público (ex.: “Baixar checklist”, “Solicitar orçamento”).
- Se necessário, agrupe conteúdos de apoio em acordes (“ver mais”) para não poluir a página.
Isso não significa esconder informações importantes. Significa priorizar apenas o que ajuda o visitante a avançar. Se a oferta for complexa, organize os detalhes em blocos curtos e use perguntas frequentes dentro do próprio fluxo da página para tirar dúvidas objetivas.
3. Escrever um título genérico e uma oferta pouco clara
O título é uma das primeiras informações que o visitante lê. Frases como “Transforme seu negócio” ou “Soluções para sua empresa” podem parecer positivas, mas não explicam qual problema será resolvido nem qual benefício está sendo oferecido.
Uma boa landing page responde rapidamente a três perguntas: o que é a oferta, para quem ela serve e por que vale a pena continuar. O subtítulo pode complementar a promessa com contexto, prazo, formato ou resultado esperado.
Como corrigir
- Descreva o benefício principal com linguagem específica (evite termos vagos).
- Use termos que o público reconhece e procura, de acordo com sua pesquisa de palavras-chave.
- Evite promessas absolutas, como “garanta resultados” ou “duplique suas vendas”.
- Explique o próximo passo no botão, como “Baixar o checklist” ou “Solicitar diagnóstico”.
- Mostre rapidamente o que o visitante recebe ao converter (ex.: “acesso imediato por e-mail”).
Compare: “Cresça no digital” é amplo. “Receba um diagnóstico com cinco oportunidades para melhorar suas campanhas” é mais concreto e ajuda o visitante a entender o valor da ação. Por exemplo, um negócio local que oferece “agendamento de teste gratuito de 15 minutos” é mais claro do que “venha conhecer nossa equipe”. Clareza reduz atrito, encurta o ciclo de decisão e melhora ROI.
4. Pedir dados demais no formulário
O formulário é uma etapa importante da conversão, mas também pode ser uma barreira. Solicitar nome completo, cargo, empresa, telefone, cidade, faturamento, número de funcionários e várias perguntas abertas antes de apresentar qualquer valor pode afastar potenciais leads.
O tamanho ideal depende da oferta e da necessidade comercial. Para baixar um material introdutório, poucos campos costumam ser suficientes. Para solicitar uma proposta personalizada, pode fazer sentido pedir informações adicionais, desde que cada campo tenha uma finalidade clara.
Como corrigir
- Peça apenas os dados necessários para o próximo passo.
- Separe informações essenciais de perguntas que podem ser feitas depois (coleta progressiva).
- Use rótulos visíveis e exemplos para orientar o preenchimento.
- Informe o que acontecerá após o envio (prazo de contato, meio de resposta).
- Exiba mensagens de erro objetivas quando houver algum problema e valide campos adequadamente.
- Ative recursos que aceleram o preenchimento, como preenchimento automático do navegador e teclado numérico para telefone.
Imagine uma loja que oferece um cupom de primeira compra. Se o formulário pedir apenas nome e e-mail, a taxa de conclusão tende a ser maior do que se pedir nove campos. Já em um serviço B2B que exige qualificação, campos como “segmento” e “tamanho da empresa” ajudam a reduzir retrabalho comercial — desde que a equipe use esses dados de fato.
5. Desempenho e experiência mobile: lentidão, instabilidade e uso no celular
Muitos visitantes chegam à página pelo celular, principalmente quando a origem do tráfego é uma rede social ou um anúncio. Mesmo assim, algumas empresas ainda revisam a versão para computador e deixam a experiência mobile em segundo plano.
Textos pequenos, botões difíceis de tocar, imagens cortadas e formulários que exigem zoom tornam a conversão cansativa. Além disso, uma página lenta aumenta a frustração antes mesmo de a pessoa conhecer a oferta. O problema pode ser causado por imagens pesadas, excesso de scripts, vídeos que carregam automaticamente, plugins desnecessários ou uma hospedagem mal dimensionada.
O Google acompanha a experiência real dos usuários por meio dos Core Web Vitals, conjunto de métricas que avalia carregamento, interatividade e estabilidade visual. Entre as métricas estão o LCP (carregamento do maior elemento visível), o INP (rapidez de resposta às interações) e o CLS (mudanças inesperadas no layout).
Como corrigir
- Teste a página em diferentes tamanhos de tela e sistemas operacionais. Faça o teste como cliente.
- Use botões grandes, com espaço suficiente para toque, e destaque a cor do botão principal.
- Reduza blocos longos de texto e priorize listas curtas e subtítulos.
- Comprima imagens, use formatos adequados e carregamento sob demanda para vídeos (sem autoplay).
- Evite carregar recursos que não são usados na página e adie scripts não essenciais.
- Defina dimensões para imagens, vídeos e banners, evitando “saltos” de layout que atrapalham o clique.
- Avalie o desempenho em conexões móveis mais lentas, não apenas em banda larga.
O relatório de Core Web Vitals do Google Search Console mostra dados de uso real e permite identificar páginas com desempenho ruim. Ferramentas de teste de velocidade também ajudam a localizar arquivos e elementos que precisam de otimização. Melhorar performance e usabilidade no celular reduz custo por lead e permite escalar campanhas sem desperdiçar orçamento.
6. Não transmitir confiança nem medir as conversões
O visitante precisa sentir que está fazendo uma escolha segura. Uma página sem informações sobre a empresa, política de privacidade, condições da oferta ou formas de contato pode gerar desconfiança, especialmente quando solicita telefone, e-mail ou outros dados pessoais.
Também é comum a empresa instalar apenas uma ferramenta de acesso e não configurar o acompanhamento da conversão. Nesse cenário, ela sabe quantas pessoas visitaram a página, mas não sabe quais anúncios, canais ou versões geraram leads qualificados — o que dificulta otimizar ROI e escalabilidade.
Como aumentar a confiança
- Apresente depoimentos reais, cases ou avaliações verificáveis (com nome, cargo e empresa quando for permitido).
- Mostre marcas atendidas apenas quando houver autorização para isso e deixe claro o contexto do uso da marca.
- Explique de forma simples como os dados serão utilizados e por quanto tempo serão armazenados.
- Inclua links para política de privacidade e informações básicas da empresa (CNPJ, endereço ou canais de contato).
- Evite selos genéricos ou promessas que não possam ser comprovadas.
Como medir corretamente
- Defina o que será considerado conversão antes de publicar a página (ex.: envio de formulário, clique em WhatsApp, compra).
- Configure eventos específicos para envio de formulário, clique em telefone, WhatsApp ou botão de compra.
- Use parâmetros de campanha (UTM) nas URLs — utm_source, utm_medium e utm_campaign — para identificar a origem dos acessos.
- Compare taxa de conversão, custo por lead e qualidade dos contatos junto com o time comercial.
- Teste uma alteração por vez (título, imagem, botão) para entender o impacto no resultado sem ruído.
A taxa de conversão mostra a proporção de visitantes que realizaram a ação desejada. Porém, uma taxa alta não garante um bom resultado se os contatos não têm perfil para comprar. Por isso, combine dados de marketing com informações do time comercial e verifique se os leads avançam no CRM (sistema de gestão de relacionamento com clientes).
Checklist: como revisar os erros em landing pages antes de investir mais tráfego
Antes de aumentar o orçamento de anúncios, faça uma revisão prática da página. O objetivo é confirmar se a promessa, a experiência e o acompanhamento estão funcionando em conjunto.
- Leia o anúncio e a landing page lado a lado. A promessa precisa ser coerente e repetida na dobra inicial.
- Verifique se o visitante entende a oferta nos primeiros segundos (o que é, para quem é, o que ganha ao converter).
- Teste todos os botões, links, campos e mensagens de confirmação em celular e computador.
- Revise o formulário: remova campos não essenciais e deixe claro o que acontece depois do envio.
- Confira o tempo de carregamento e se há “saltos” de layout durante a abertura da página.
- Garanta que o botão principal esteja sempre visível e com contraste suficiente.
- Veja se os dados enviados chegam ao CRM, planilha ou sistema usado pela equipe.
- Cheque se os eventos de conversão estão disparando e se as UTMs estão preenchidas corretamente.
- Analise se os leads recebidos têm o perfil esperado. Ajuste a copy ou os campos, se necessário.
Depois da revisão, acompanhe os dados por um período suficiente para identificar padrões. Se houver tráfego, mas poucos cliques no botão, o problema pode estar na oferta ou na mensagem. Se houver cliques, mas poucos envios, observe o formulário, a confiança e a experiência de preenchimento. Corrigir esses pontos costuma reduzir custo por lead e liberar orçamento para escalar.
Nota: a H3 Comunicação atua na gestão de anúncios pagos para empresas de diferentes segmentos, conectando campanhas a páginas de destino alinhadas à intenção do público.
Conclusão
Os principais erros em landing pages estão ligados à falta de clareza, excesso de distrações, formulários difíceis, lentidão, baixa confiança e ausência de mensuração. Corrigir esses pontos melhora o aproveitamento do tráfego, reduz custo por lead e ajuda a transformar mais visitantes em oportunidades reais de negócio. Se você quer estruturar e otimizar o processo de vendas online com foco em ROI e escala, fale com a nossa equipe: conheça o serviço de estruturação e otimização do processo de vendas online.
Perguntas frequentes sobre erros em landing pages
Qual a diferença entre uma landing page e uma página de produto?
Landing page é uma página focada em uma única ação, como baixar um material ou solicitar orçamento. A página de produto costuma ter navegação mais ampla, com links para categorias, políticas e outros itens. A primeira remove distrações para maximizar conversão; a segunda equilibra informação e exploração do catálogo.
Como saber se devo criar uma nova página ou ajustar a atual?
Se o problema é de mensagem, design ou formulário, ajustes pontuais e testes podem resolver. Crie uma nova página quando a oferta mudar, quando houver forte desalinhamento com o anúncio ou quando a arquitetura atual impedir melhorias de velocidade e usabilidade.
Com que frequência revisar uma landing page?
Revise após mudanças de campanha, variações de público ou quando métricas piorarem (queda de taxa de cliques no botão, aumento de abandono no formulário). Uma checagem mensal é um bom ponto de partida para páginas ativas.
Qual formato de prova social funciona melhor?
Depoimentos específicos, com contexto do problema e resultado alcançado, tendem a ser mais persuasivos do que frases genéricas. Inclua nome e função quando possível e mantenha a prova próxima do botão de ação.
O que é teste A/B e quando usar?
Teste A/B compara duas versões da mesma página (mudando apenas um elemento relevante, como título ou botão) para ver qual converte mais. Use quando houver tráfego suficiente para gerar diferença estatística e quando quiser validar uma mudança antes de adotá-la de forma definitiva.
